Cabem nos palcos do Recife e de Olinda não somente o frevo, mas os bois, os ursos, os caboclinhos, os blocos líricos, os bonecos gigantes, os papangus e os maracatus. Há espaço também para o samba, o rock, o pop e até para a música eletrônica no polo RECBEAT que, além do bate-estaca. Os maiores temperos, e características do carnaval pernambucano, são certamente os foliões e a alegre, criativa e descontraída brincadeira nas ruas, atrás de orquestras de frevo e de agremiações. A festa que é tomada amanhã pelo Galo da Madrugada no centro do Recife se espalha pelas ladeiras da vizinha Olinda e em cidades do interior. Bezerros, no Agreste, a 105 quilômetros do Recife, é dominada, nos domingos, pelo encontro de blocos de papangus, tradição de cerca de 80 anos. Vestidos com túnicas simples ou sofisticadas fantasias, mas sempre mascarados, os papangus mantêm o mistério sobre sua identidade. Na segunda-feira, os blocos de pau e corda, ou blocos líricos, são a grande atração do centro do Recife, com desfile que tem início no começo da noite. Encantam, com seus corais femininos entoando frevos e canções que remetem a carnavais passados. Os bonecos gigantes são o ápice da terça-feira em Olinda e, todas as noites, nos palcos montados pela prefeitura em vários bairros do Recife se revezam com atrações locais e nacionais.